Perspectivas do Sistema Único de Saúde do país para efetiva consolidação da atenção primária em saúde (APS). Enfoque critico.
Na busca de um sistema único de saúde onde todos possam democraticamente usufruir, mas que também seja equânime e que garantem a cobertura e o acesso universal a serviços aceitáveis à população. Hoje podemos dizer que temos um SUS em constante crescimento, porém a um caminho longo a percorrer para chegarmos ao SUS que almejamos.
Se considerar quando este sistema começou percebe-se que os avanços foram muitos, pois projetos de 20 anos atrás estão sendo realizados agora, como por exemplo, o desenho das redes de assistência. O SUS é assim, é preciso construir devagar, os acontecimentos são lentos, mas tem resultados positivos.
Penso que a municipalização contribui para este avanço, onde a autonomia gera ações que são altamente determinantes para aproximação dos profissionais aos usuários, na busca de uma melhor relação, para um processo de mudança onde precisamos extinguir o modelo de assistencialismo para o modelo onde o cuidado é o mais importante.
Esse no enfoque da saúde necessita de um novo perfil dos profissionais, que amplia a clinica, prevalece o trabalho em equipe e o território precisa de um reconhecimento mais intenso com visitas domiciliares, caracterizando uma organização de trabalho denominada estratégia saúde da família.
Os fundamentos para uma sólida APS é um conjunto de acontecimentos e fatos, podendo se destacar quatro pontos de importante relevância em minha opinião, primeiro o apoio dos gestores no momento do investimento tanto de recursos financeiros como recursos humanos capacitados, em segundo o trabalho de equipe da secretaria de saúde como um todo, profissionais envolvidos, em terceiro lugar é a qualidade dos serviços prestados, com um bom planejamento, monitoramento e avaliação das ações executadas, em contradição de uma política que prega produção em quantidade e em quarto lugar a intersetorialidade, buscando respostas eficazes. Empowerment comunitário vem como uma força adicional envolvendo amplas organizações e múltiplos interesses, buscando sempre um diálogo entre gestores, técnicos e usuários para reconhecer as ações desafiadoras de intervenções frente aos problemas apresentados especificamente.
Nessa perspectiva de co-participação seria uma forma de muitos profissionais, gestores e até usuários cessar com a constante fuga dos problemas se escondendo atrás da fala política atribuindo-a como culpada de toda a situação de desconforto e insatisfação em todos os vértices.
Concluo que para consolidar a APS, precisa-se de um projeto maior de mudança que envolva as pessoas e suas relações do que realmente desejam. Vejo o processo de humanização como uma política forte capaz de incentivar o desenvolvimento do vinculo de aproximação do sistema do seu usuário. Promoção da saúde como alavanca propulsora na capacitação comunitária para co-participar das tomadas de decisões em prol de sua qualidade de vida.
Referencias:
1) Promoção da saúde. Porque sim e porque ainda não! Saúde e Sociedade v.13, n.1, p.14-24, jan-abr 2004.
2) A construção de um município saudável: Descentralização e intersetorialidade – experiência de fortaleza. Saúde e Sociedade 6(2):47-54, 1997.
3) Avaliação de iniciativas e programas intersetoriais em saúde: desafios e aprendizados. Ciência & Saúde Coletiva, 14(3):861-868, 2009.
4) Trecho do texto contendo as considerações sobre o mecanismo para renovação da APS e textos resultados das rodas de discussão das turmas 1 e 2.
Na busca de um sistema único de saúde onde todos possam democraticamente usufruir, mas que também seja equânime e que garantem a cobertura e o acesso universal a serviços aceitáveis à população. Hoje podemos dizer que temos um SUS em constante crescimento, porém a um caminho longo a percorrer para chegarmos ao SUS que almejamos.
Se considerar quando este sistema começou percebe-se que os avanços foram muitos, pois projetos de 20 anos atrás estão sendo realizados agora, como por exemplo, o desenho das redes de assistência. O SUS é assim, é preciso construir devagar, os acontecimentos são lentos, mas tem resultados positivos.
Penso que a municipalização contribui para este avanço, onde a autonomia gera ações que são altamente determinantes para aproximação dos profissionais aos usuários, na busca de uma melhor relação, para um processo de mudança onde precisamos extinguir o modelo de assistencialismo para o modelo onde o cuidado é o mais importante.
Esse no enfoque da saúde necessita de um novo perfil dos profissionais, que amplia a clinica, prevalece o trabalho em equipe e o território precisa de um reconhecimento mais intenso com visitas domiciliares, caracterizando uma organização de trabalho denominada estratégia saúde da família.
Os fundamentos para uma sólida APS é um conjunto de acontecimentos e fatos, podendo se destacar quatro pontos de importante relevância em minha opinião, primeiro o apoio dos gestores no momento do investimento tanto de recursos financeiros como recursos humanos capacitados, em segundo o trabalho de equipe da secretaria de saúde como um todo, profissionais envolvidos, em terceiro lugar é a qualidade dos serviços prestados, com um bom planejamento, monitoramento e avaliação das ações executadas, em contradição de uma política que prega produção em quantidade e em quarto lugar a intersetorialidade, buscando respostas eficazes. Empowerment comunitário vem como uma força adicional envolvendo amplas organizações e múltiplos interesses, buscando sempre um diálogo entre gestores, técnicos e usuários para reconhecer as ações desafiadoras de intervenções frente aos problemas apresentados especificamente.
Nessa perspectiva de co-participação seria uma forma de muitos profissionais, gestores e até usuários cessar com a constante fuga dos problemas se escondendo atrás da fala política atribuindo-a como culpada de toda a situação de desconforto e insatisfação em todos os vértices.
Concluo que para consolidar a APS, precisa-se de um projeto maior de mudança que envolva as pessoas e suas relações do que realmente desejam. Vejo o processo de humanização como uma política forte capaz de incentivar o desenvolvimento do vinculo de aproximação do sistema do seu usuário. Promoção da saúde como alavanca propulsora na capacitação comunitária para co-participar das tomadas de decisões em prol de sua qualidade de vida.
Referencias:
1) Promoção da saúde. Porque sim e porque ainda não! Saúde e Sociedade v.13, n.1, p.14-24, jan-abr 2004.
2) A construção de um município saudável: Descentralização e intersetorialidade – experiência de fortaleza. Saúde e Sociedade 6(2):47-54, 1997.
3) Avaliação de iniciativas e programas intersetoriais em saúde: desafios e aprendizados. Ciência & Saúde Coletiva, 14(3):861-868, 2009.
4) Trecho do texto contendo as considerações sobre o mecanismo para renovação da APS e textos resultados das rodas de discussão das turmas 1 e 2.
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